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⚠️ Simulação simplificada para fins educativos. CDB e Tesouro têm desconto de IR regressivo (15% a 22,5%) já considerado. A Poupança é isenta de IR. Rentabilidades reais variam por instituição.
Poupança, CDB ou Tesouro: Onde Investir?

Uma das dúvidas mais comuns de quem está começando a investir é: onde colocar o dinheiro que está guardado? As três opções mais populares e seguras do mercado brasileiro são a Caderneta de Poupança, o CDB (Certificado de Depósito Bancário) e o Tesouro Selic. Todas têm baixo risco, mas rendem de forma muito diferente.

Caderneta de Poupança

A poupança é o investimento mais tradicional do Brasil, mas também o que rende menos atualmente. Quando a Selic está acima de 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês + TR (Taxa Referencial), totalizando aproximadamente 6,17% ao ano — bem abaixo da Selic.

Vantagens: isenta de Imposto de Renda, liquidez diária sem perda de rendimento, sem taxas. Desvantagens: rendimento historicamente abaixo da inflação em muitos períodos, perdendo poder de compra ao longo do tempo.

CDB — Certificado de Depósito Bancário

O CDB é um título emitido por bancos para captar recursos, funcionando como um "empréstimo" que você faz ao banco em troca de rentabilidade. A maioria dos CDBs paga um percentual do CDI (taxa muito próxima à Selic). Por exemplo, um CDB de 110% do CDI rende 10% a mais que a própria taxa CDI.

Vantagens: rentabilidade geralmente superior à poupança, protegido pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos) até R$ 250.000 por instituição. Desvantagens: incide Imposto de Renda regressivo (22,5% a 15% conforme o prazo), alguns CDBs têm carência para resgate.

Tesouro Selic

O Tesouro Selic é um título público emitido pelo governo federal, considerado o investimento de menor risco do país. Sua rentabilidade acompanha de perto a taxa Selic, sendo a referência mais confiável de "renda fixa pura" no mercado brasileiro.

Vantagens: risco mínimo (garantido pelo Tesouro Nacional), liquidez diária, ótimo para reserva de emergência. Desvantagens: mesma tributação regressiva de IR que o CDB, taxa de custódia de 0,20% ao ano cobrada pela B3.

Tabela de Imposto de Renda

CDB e Tesouro Direto seguem a tabela regressiva de IR sobre o rendimento: até 180 dias: 22,5%  |  de 181 a 360 dias: 20%  |  de 361 a 720 dias: 17,5%  |  acima de 720 dias: 15%. Por isso, investimentos de longo prazo pagam proporcionalmente menos imposto.

Qual investimento rende mais: poupança, CDB ou Tesouro Selic?
Na grande maioria dos cenários com Selic acima de 8,5% ao ano, tanto o CDB quanto o Tesouro Selic rendem mais que a poupança, mesmo após o desconto do Imposto de Renda. A diferença entre CDB e Tesouro Selic depende do percentual do CDI oferecido pelo banco — CDBs acima de 100% do CDI tendem a superar o Tesouro Selic líquido de impostos.
É seguro investir em CDB?
Sim, o CDB é protegido pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até o limite de R$ 250.000 por CPF e por instituição financeira, com limite total de R$ 1 milhão a cada 4 anos. Isso significa que, mesmo se o banco quebrar, seu dinheiro está protegido até esse valor.
O Tesouro Selic pode dar prejuízo?
O Tesouro Selic é considerado o investimento de menor risco do Brasil, pois é garantido pelo governo federal. Diferente do Tesouro Prefixado ou IPCA+, o Tesouro Selic não sofre grandes oscilações de preço, sendo ideal para reserva de emergência. O único "custo" é a taxa de custódia da B3 de 0,20% ao ano.
Vale a pena deixar dinheiro na poupança em 2026?
Com a Selic em patamares elevados, a poupança costuma rendendo significativamente menos que CDBs e Tesouro Selic, mesmo descontando o Imposto de Renda destes últimos. A poupança só costuma ser mais vantajosa quando a Selic cai para níveis muito baixos (abaixo de 8,5% ao ano), o que historicamente é raro no Brasil.
Qual o valor mínimo para investir em CDB ou Tesouro Direto?
O Tesouro Direto permite investir a partir de aproximadamente R$ 30 a R$ 100, dependendo do título. CDBs variam por instituição — bancos digitais costumam aceitar investimentos a partir de R$ 1, enquanto bancos tradicionais podem exigir valores mais altos, como R$ 500 ou R$ 1.000.