Simule o crescimento do seu investimento ao longo do tempo, com ou sem aportes mensais.
Juros compostos são o mecanismo financeiro pelo qual os rendimentos gerados em cada período são incorporados ao capital inicial e passam a gerar novos rendimentos no período seguinte. É o chamado "juros sobre juros" — considerado um dos conceitos mais poderosos e transformadores das finanças pessoais e dos investimentos.
Diferentemente dos juros simples, onde a rentabilidade incide sempre sobre o mesmo valor inicial, nos juros compostos a base de cálculo cresce a cada período. Isso faz com que o patrimônio se expanda de forma exponencial ao longo do tempo, e não linear.
Albert Einstein teria chamado os juros compostos de "a oitava maravilha do mundo", dizendo: "Quem entende, ganha. Quem não entende, paga." Embora a atribuição seja debatida por historiadores, a sabedoria por trás da frase é inegável.
Onde: M = Montante final | C = Capital inicial | i = Taxa de juros por período | n = Número de períodos
Imagine que você investe R$ 10.000,00 a uma taxa de 1% ao mês por 24 meses, sem fazer nenhum aporte adicional.
Nos juros simples, o cálculo seria: R$ 10.000 × 1% × 24 = R$ 2.400 de rendimento. Montante final: R$ 12.400,00.
Nos juros compostos, aplicando a fórmula: R$ 10.000 × (1 + 0,01)²⁴ = R$ 10.000 × 1,2697 = Montante final: R$ 12.697,35.
A diferença de R$ 297,35 pode parecer pequena em 2 anos, mas em 10 anos (120 meses) o mesmo investimento nos juros compostos renderia R$ 33.003,87 — contra apenas R$ 22.000,00 nos juros simples. Isso é o poder da exponenciação.
Além do capital inicial, fazer aportes mensais regulares é uma das estratégias mais eficazes para acelerar o crescimento patrimonial. Quando você adiciona um valor fixo todo mês, cada novo aporte também começa a render juros compostos — criando um efeito de acumulação progressiva.
Por exemplo: com R$ 1.000 iniciais e aportes de R$ 500 por mês a 0,9% ao mês (equivalente a aproximadamente 11,4% ao ano), em 10 anos você terá investido R$ 61.000 e seu patrimônio acumulado será de aproximadamente R$ 113.000 — quase o dobro do valor aportado, graças aos juros compostos.
A consistência é mais importante do que o valor dos aportes. Pequenas quantias investidas regularmente ao longo de décadas superam com frequência grandes valores investidos de forma esporádica.
Os juros compostos estão presentes em praticamente todos os produtos financeiros do mercado brasileiro. Entender como eles funcionam é essencial para tomar decisões mais conscientes tanto na hora de investir quanto na hora de contrair dívidas.
Nos investimentos: CDB, Tesouro Direto, LCI, LCA, fundos de renda fixa e a caderneta de poupança todos utilizam o regime de juros compostos. A taxa anunciada é aplicada sobre o saldo acumulado, que cresce a cada período.
Nas dívidas: cartão de crédito, cheque especial e empréstimos pessoais também utilizam juros compostos — mas contra você. Uma dívida no cartão de crédito com juros de 10% ao mês dobra de tamanho em menos de 8 meses. Por isso, entender esse mecanismo é fundamental para evitar a armadilha do endividamento.
Nossa calculadora de juros compostos foi desenvolvida para ser simples e precisa. Veja como preencher cada campo:
Capital Inicial: é o valor que você já tem disponível para investir hoje. Pode ser R$ 100, R$ 1.000 ou R$ 100.000 — qualquer valor serve como ponto de partida.
Aporte Mensal: valor que você pretende investir todo mês, além do capital inicial. Se ainda não tem condições de fazer aportes, deixe em zero.
Período da Taxa: selecione se a taxa que você vai informar é mensal ou anual. A calculadora faz a conversão automaticamente usando a fórmula correta de equivalência de taxas compostas.
Taxa de Juros: informe a taxa de rentabilidade do investimento que você está simulando. Para referência, a taxa Selic em 2026 está em torno de 13,75% ao ano (aproximadamente 1,07% ao mês).
Prazo: informe por quantos meses ou anos você pretende manter o investimento. Quanto maior o prazo, mais evidente fica o efeito dos juros compostos.